Plantando sabores, cores e sombras

Espécies da lora nativa espalhadas pelo camping do Rio Vermelho
Espécies da flora nativa espalhadas pelo camping do Rio Vermelho

Você já plantou uma árvore? Se não, deveria. As árvores são como máquinas complexas e silenciosas. Respiram como nós só que às avessas. Inspiram gás carbônico e expiram oxigênio, melhorando a qualidade do ar. Portanto, plantar uma árvore equivale basicamente a acrescentar outra célula aos pulmões da Terra.

Em geral, as árvores protegem recursos hídricos, funcionam como fábricas de matéria orgânica e produzem alimento para os animais sob a forma de raízes, folhas, flores, frutos e sementes. E tem mais: ornamentam e melhoram os ambientes, fornecendo sombra e sensação de bem-estar. Pesquisas atestam o óbvio: áreas arborizadas inspiram as pessoas a praticar mais exercícios, relaxar e levar uma vida mais saudável.

Aqui no Camping a regra está valendo!  Ao todo, o Parque do Rio Vermelho exibe mais de 150 espécies nativas da flora. Esbanjando ar puro, a área não podia ser mais inspiradora para quem quer dar uma renovada nos pulmões, no corpo e na mente.  O verde ao redor ajuda muito e nunca é demais.

Por isso, nas últimas semanas a equipe do Cepagro não só identificou dezenas de espécies nativas pela área do camping, como também plantou novas mudas de árvores como jussara, cedro ou  pintaga. O plano é semear sabores, cores, texturas e muita vida.

Além disso, vale lembrar que o Parque do Rio Vermelho está localizado em cima de um enorme aquífero (Ingleses – Rio Vermelho). Por isso, as árvores tem ainda mais valor. Suas raízes  reforçam o solo e suas folhas dispersam as gotas de chuva, fazendo que ela se espalhe de modo homogêneo e suave, sem cair torrencialmente. Assim, a água penetra no solo chegando até os aquíferos subterrâneos que abastecem córregos e rios, em vez de fazer os cursos de água transbordarem, levando o solo enfraquecido.

flora-camping2 Além de preservar o abastecimento de água e tornar o espaço mais agradável, mais fresco e mais bonito, a iniciativa do plantio colabora com a recuperação da vegetação nativa, uma intenção que está bem clara no projeto do Parque do Rio Vermelho, gerido pela Fatma. Na verdade, uma dos grandes desafios do órgão ambiental é devolver à área a vegetação que acabou sendo afetada por um plantio experimental de pinus na década de 60. Na época, as espécies exóticas se espalharam por várias áreas, interferindo drasticamente nos ecossistemas locais. Hoje, a ideia é investir na recuperação da Mata Atlântica, um dos biomas mais ameaçados do planeta, mas também um dos mais ricos em biodiversidade.

Nós estamos fazendo a nossa parte. Colabore! Preserve esse espaço,  doe mudas, plante árvores e, principalmente, desfrute cada árvore, sombra e espaço verde com cuidado e consciência.

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