Um dia de Camping oferta às escolas de Florianópolis atividades de Educação Ambiental em meio ao Parque Estadual do Rio Vermelho

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Reafirmando seu propósito de estimular o uso público da Unidade de Conservação, a equipe do Camping do Rio Vermelho vai se dedicar durante o período de baixa temporada à recepção e acompanhamento de grupos escolares para visitas guiadas.

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Com a atuação de profissionais da Educação Ambiental e da Agroecologia, serão ofertadas atividades que propiciam um diálogo lúdico e interdisciplinar com o planejamento pedagógico das turmas, tecendo as relações entre Consumo Consciente, Alimentação Saudável, Ciclo da Matéria Orgânica e Ecologia.

As principais interações vão acontecer em um passeio guiado pelos caminhos do Camping e trilhas próximas, pertencentes ao Parque Estadual do Rio Vermelho. Nesta atividade, as crianças e adolescentes deparam-se com ecossistemas diversos, como os fragmentos de Mata Atlântica, a Lagoa da Conceição, o bosque de árvores exóticas, a vegetação de restinga e a praia do Moçambique.

Durante a caminhada, a conexão do homem com a natureza é ilustrada pela horta e viveiro, com plantas alimentícias, medicinais e ornamentais. Os plantios utilizam adubo produzido através da compostagem termofílica, realizada localmente a partir dos resíduos gerados pelos campistas durante a temporada. O ponto alto da visita é a Caça ao Tesouro, em meio aos 3 hectares do Camping e arredores, envolvendo os participantes em uma interação ecológica culminando no plantio de mudas e enriquecimento do Jardim Botânico.

As visitas poderão ser feitas de maneira integral, incluindo todas as trilhas e atividades, com duração de 6h e opção de almoço; ou parcial, com duração de 3h e opção de lanche. Todas as refeições servidas terão ingredientes da agricultura familiar de base agroecológica da região. As escolas que desejarem ampliar as atividades terão à disposição toda a estrutura de Camping, podendo planejar um ou mais pernoites em barracas, proporcionando uma experiência rica e inesquecível às turmas.

O Dia de Camping conta com a expertise da equipe do Cepagro, que foi responsável pelo Programa Educando com a Horta Escolar e a Gastronomia (PEHEG) em 83 escolas da rede municipal no último ano. Para fazer o agendamento, os professores devem elencar qual área de seu planejamento pedagógico pode dialogar melhor com os propósitos da visita, e fazer uma consulta pelo e-mail parquedoriovermelho@gmail.com, ou pelo fone (48) 9808-1375 TIM. O grupo mínimo é de 15 participantes, e o máximo de 30. Os dias sugeridos para as visitas são quartas e sextas.

 

Escoteiros promovem acampamento em grupo

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Sábado e domingo de clima ameno, dias ensolarados e céu estrelado deram as boas vindas, junto com a equipe do Camping, ao Grupo Escoteiro do Ar Hercílio Luz.

Além das atividades já programadas, o grupo participou de interações ambientais com o Parque, plantando mudas de espécies nativas com o adubo produzido a partir dos resíduos orgânicos gerados pelos campistas na temporada.

Ícaro Pereira, da equipe do Camping, apresenta a palmeira Jussara aos lobinhos e escoteiros

Ícaro Pereira, da equipe do Camping, apresenta a palmeira Jussara aos lobinhos e escoteiros

Ao todo, 69 membros do escotismo, entre crianças, adolescentes e os adultos instrutores, participaram das atividades. A partir deste evento, iniciam-se as atividades de Educação Ambiental oferecidas pelo Camping à comunidade – em breve divulgaremos todos os detalhes!

 

Fim de semana agitado no Camping!

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A temporada vai acabando, e já deixa saudades… mas nem por isso o Camping do Rio Vermelho fica parado!

O último fim de semana foi marcado por usos diversos das comunidades locais. Enquanto o pessoal da Barra divertia-se numa pelada, o grupo “Os Guapos” seguia em seu ensaio semanal confraternizado com um bom churrasco no domingo.

Grupo "Os Guapos"

Grupo “Os Guapos”

O Grupo Escoteiro do Ar Hercílio Luz também prestigiou o belo espaço ao ar livre em meio ao Parque, acampando uma noite e participando de uma atividade de plantio de mudas com composto produzido no local.

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E tivemos ainda evento beneficente, em solidariedade a uma jovem que precisa de tratamento ortopédico, com muita música, brincadeiras e arte.

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O Camping do Rio Vermelho tem o prazer de estar à disposição das comunidades locais. Entre em contato para agendar o seu evento!

 

 

 

Camping sedia Encontro catarinense do movimento Slow Food

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Passada a temporada, em que tivemos a alegria de atender milhares de campistas, o Camping do Rio Vermelho segue agora atendendo suas metas prioritárias: estimular a educação ambiental no Parque e sediar eventos que vão ao encontro da promoção da sustentabilidade e temas correlatos.

No último domingo, um evento de grande relevância aconteceu no Camping: a articulação catarinense do Slow Food, contando com 50 participantes, entre convidados locais e também de outros municípios, como Lages, Laguna, Tijucas e Balneário Camboriú.

Saiba tudo clicando aqui.

Arte no Camping

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As ações de melhoria e embelezamento do Camping do Rio Vermelho continuam acontecendo.

As novidades são as pinturas murais do edifício central e da recepção, realizadas pelos artistas Luciano e Isadora.

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Foram também produzidas artes de comunicação visual, como um mapa informativo na entrada do Camping e outras placas educativas relacionadas à coleta seletiva de resíduos, segurança, regras de boa convivência entre os campistas e com a natureza. As artes das placas foram elaboradas pelos Jornalistas Fernando e Camila.

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Com a implantação da coleta seletiva e dos Pontos de Entrega Voluntária de resíduos (PEVs),algumas lixeiras antigas de concreto puderam ser transformada em vasos para cultivo de bromélias e outras espécies. Essas lixeiras aos poucos também estão recebendo mais cor e alegria com a contribuição de outros artistas, eles os chilenos Miguel e Marion.

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A arte da reciclagem

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Família de catadores de materiais recicláveis

Toda segunda-feira, a gente pode esperar. O senhor Ismael Silva não falha. È só abrir o sol que ele chega ao Camping do Rio Vermelho com sua esposa Romilda Leme a bordo de um meio transporte peculiar: sua charrete prontinha para levar dezenas de kilos de materiais recicláveis separados pelos campistas e recolhidos pela equipe do Cepagro.

Em tempos em que o planeta luta para reverter o ritmo do aquecimento global, Ismael e sua família integram uma nova classe de trabalhadores advindos da economia informal que tem conquistado o respeito da sociedade. Tirando seu sustento dos resíduos urbanos, os catadores de recicláveis se somam em sua empreitada aos operários das indústrias especializadas para transformar lixo em sustentabilidade. Em geral, eles são responsáveis por uma importante parcela da coleta dos materiais reaproveitáveis das cidades, já que o serviço de coleta seletiva do poder público ainda é bastante tímido.

O impacto dos resíduos

Trecho da “Carta da Terra”, uma declaração de princípios éticos fundamentais divulgada no mundo todo

No Camping, metade do lixo recolhido é o orgânico, ¼ é reciclado e mais ¼ é rejeito. Nesse caso, apenas o rejeto vai para os aterros sanitários.  75% do material acaba sendo reaproveitado e fomentando uma economia criativa. Nos domicílios, nem sempre é assim. Pesquisas apontam que, no geral, 1/3 de todo lixo gerado por uma pessoa é composto por embalagens aparentemente inúteis. Além de consumir água e energia elétrica na produção, elas ainda contaminam o ambiente e degradam recursos naturais. A pior das embalagens é o plástico, que leva séculos para se decompor. Esse material foi inventado há oitenta anos e desde então entope bueiros, causa inundações e desemboca no oceano, matando animais engasgados. Além disso, ele fomenta a indústria do petróleo, a mais poluente do planeta. A melhor alternativa para evitar seu impacto é simples: não consumir. Se o dito cujo for inevitável, a solução é separá-lo e contribuir com a economia da reciclagem, que além de poupar recursos naturais do planeta, colabora com o sustento de famílias como a do senhor Ismael. Há 10 anos, ele vive dos materiais que recolhe em casas e comércios. “Nas casas, a maioria das pessoas não separa, é difícil você pegar um saco só com recicláveis. Temos que procurar o que serve. Aqui no Camping, os meninos já deixam tudo separado.”

A cidade que queremos

Além de nos preocupar com a economia da reciclagem, quando pensamos sobre os resíduos que geramos, vale a pena pensar em que cidade queremos para nós e para nossos filhos, qual a qualidade da água que queremos beber e dos alimentos que pretendemos consumir. Isso porque tudo que enviamos para os aterros sanitários gera gases e líquidos tóxicos que se infiltram nos solos e lençóis freáticos. Isso obviamente se reflete na produção de alimentos que vão parar nas nossas mesas e nas águas que escorrem de nossas torneiras

Hospede-se sob um céu estrelado

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Para quem ainda não acampou no verão, fica a dica.

Em geral, acampado é muito mais fácil aproveitar os amigos, as paisagens e a vida ao ar livre. Poucas experiências de viagem se comparam à oportunidade de ver o sol nascer, se render a caminhadas e trilhas repletas de sombra, improvisar uma refeição descolada com a namorada ou curtir uma noite de verão olhando as estrelas. No caso do Camping do Rio Vermelho, acrescente à rotina a tarefa de mergulhar no “macio azul do mar” de uma praia exclusiva.

Mesmo em acampamentos bem estruturados como é o nosso caso, para evitar o estresse e melhorar o astral da estadia, é preciso planejamento. Por isso, pesquisamos algumas dicas que podem te ajudar a acampar com estilo e sem perrengue.

*Fonte: porongaba.com.br

Montando a barraca

Procure não estender os tirantes (cordinhas) mais que meio metro pra fora da barraca, isso evita que alguém tropece e até derrube-a. Prefira os tirantes de cor clara, branco ou amarelo limão, os tirantes escuros são pouco visíveis à noite, mesmo com luz. Para fixar bem a barraca, enfie os espeques (ganchos) no gramado em diagonal, formando um ângulo de 90 graus em relação ao tirante. Se tiver dificuldade, use um martelo de borracha. Escolha bem a direção da porta. Essa pode ser a diferença entre dormir com um ventilador natural ou numa sauna.

É fácil montar uma barraca do tipo iglu, mas para aqueles que não querem ter nenhum trabalho, existem as barracas auto-montáveis.  Porém, a pegadinha pode ser “desmontar” esse tipo de equipamento. É bom “treinar” em casa para decorar os movimentos. Veja no link abaixo:

http://www.youtube.com/watch?v=oqBOp6usmSU

Nunca se esqueça de manter o mosquiteiro da barraca sempre fechado. Se sair do camping não esqueça também de fechar a porta da capa.

Lonas plásticas

Caso sua barraca não tenha costura selada, uma forma de improvisar uma proteção contra chuva é utilizando lonas plásticas. Coloque a lona plástica por cima da barraca certificando-se que ela tenha tamanho suficiente para cobrir toda a barraca até o chão. Prenda a lona com espeques deixando um espaço entre a lona e a barraca para circulação de ar.

Evite colocar lonas plásticas por baixo da barraca, pois se chover elas podem reter água. Coloque as lonas apenas por dentro e/ou por cima e deixe a drenagem do gramado funcionar.

Se precisar amarrar algum toldo ou lona, use as arvores e não nos postes das luminárias do camping, eles não foram projetados para suportar esse tipo de pressão.

 Colchões, colchonetes e infladores

Prefira os “colchões de ar” ao invés de colchonetes de espuma. Os colchões de ar mais modernos isolam a umidade do solo, são muito mais confortáveis e mais fáceis de transportar quando desinflados.

De preferência também aos colchões com inflador embutido ou pelo menos os infladores do tipo fole. Os sistemas de compressor elétrico, ligados ao acendedor de cigarros do carro são mais caros, barulhentos, descarregam a bateria e levam muito tempo para inflar o colchão.

 Sacos de dormir

Os sacos de dormir são sempre a melhor opção em relação a lençóis e cobertores. São mais leves, mantém melhor o calor do corpo, são fáceis de limpar e não retém umidade nos períodos de frio.

O que trazer

Traga” benjamim ” e/ou 2 extensões para bocal de lâmpada, ventilador e para um ” protetor” para evitar pernilongos. Lembre-se, a voltagem em Santa Catarina é de 220V.

Não se esqueça de trazer protetor solar e repelente.

O que não trazer

Equipamentos elétricos de alta amperagem ou de alto consumo de energia (watts). Ex: Churrasqueira elétrica, forno elétrico, torradeira, sanduicheira, micro ondas, etc. Esses equipamentos se ligados na nossa rede, derrubam os disjuntores e não funcionam.

Plantando sabores, cores e sombras

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Espécies da lora nativa espalhadas pelo camping do Rio Vermelho

Espécies da flora nativa espalhadas pelo camping do Rio Vermelho

Você já plantou uma árvore? Se não, deveria. As árvores são como máquinas complexas e silenciosas. Respiram como nós só que às avessas. Inspiram gás carbônico e expiram oxigênio, melhorando a qualidade do ar. Portanto, plantar uma árvore equivale basicamente a acrescentar outra célula aos pulmões da Terra.

Em geral, as árvores protegem recursos hídricos, funcionam como fábricas de matéria orgânica e produzem alimento para os animais sob a forma de raízes, folhas, flores, frutos e sementes. E tem mais: ornamentam e melhoram os ambientes, fornecendo sombra e sensação de bem-estar. Pesquisas atestam o óbvio: áreas arborizadas inspiram as pessoas a praticar mais exercícios, relaxar e levar uma vida mais saudável.

Aqui no Camping a regra está valendo!  Ao todo, o Parque do Rio Vermelho exibe mais de 150 espécies nativas da flora. Esbanjando ar puro, a área não podia ser mais inspiradora para quem quer dar uma renovada nos pulmões, no corpo e na mente.  O verde ao redor ajuda muito e nunca é demais.

Por isso, nas últimas semanas a equipe do Cepagro não só identificou dezenas de espécies nativas pela área do camping, como também plantou novas mudas de árvores como jussara, cedro ou  pintaga. O plano é semear sabores, cores, texturas e muita vida.

Além disso, vale lembrar que o Parque do Rio Vermelho está localizado em cima de um enorme aquífero (Ingleses – Rio Vermelho). Por isso, as árvores tem ainda mais valor. Suas raízes  reforçam o solo e suas folhas dispersam as gotas de chuva, fazendo que ela se espalhe de modo homogêneo e suave, sem cair torrencialmente. Assim, a água penetra no solo chegando até os aquíferos subterrâneos que abastecem córregos e rios, em vez de fazer os cursos de água transbordarem, levando o solo enfraquecido.

flora-camping2 Além de preservar o abastecimento de água e tornar o espaço mais agradável, mais fresco e mais bonito, a iniciativa do plantio colabora com a recuperação da vegetação nativa, uma intenção que está bem clara no projeto do Parque do Rio Vermelho, gerido pela Fatma. Na verdade, uma dos grandes desafios do órgão ambiental é devolver à área a vegetação que acabou sendo afetada por um plantio experimental de pinus na década de 60. Na época, as espécies exóticas se espalharam por várias áreas, interferindo drasticamente nos ecossistemas locais. Hoje, a ideia é investir na recuperação da Mata Atlântica, um dos biomas mais ameaçados do planeta, mas também um dos mais ricos em biodiversidade.

Nós estamos fazendo a nossa parte. Colabore! Preserve esse espaço,  doe mudas, plante árvores e, principalmente, desfrute cada árvore, sombra e espaço verde com cuidado e consciência.